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MAISMAIA
Edifício de Escritórios

Maia
2004 - 2007

O projecto deste edifício resulta da conjugação das definições e parâmetros urbanísticos estabelecidos pelo Plano de Pormenor do Novo Centro Direccional da cidade da Maia, Sector A, da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura, com o redesenho do espaço público proposto no Projecto de Inserção Urbana resultante da instalação do metro de superfície nesta parte da cidade.
O projecto, além de fazer parte de um conjunto que integra outros edifícios, define-se a partir dos alinhamentos e cérceas definidos naquele plano, assumindo o seu papel de elementos chave na reestruturação prevista para o quarteirão em que se insere (Igreja da Maia).
A volumetria, a composição e a imagem do edifício estabeleceu-se em continuidade com os restantes elementos edificados previstos nessa reestruturação, em particular na frente urbana voltada para a rua Dr. Carlos Pires Felgueiras, a qual, na sequência da instalação do metro e da inserção urbana que lhe está associada, se transforma uma espécie de “nova” entrada ou nova aproximação ao centro da cidade.
Neste sentido o edifício, até pela excepcionalidade que a sua condição de “gaveto” lhe confere, assume-se como um remate, um contraponto à extensa horizontalidade que irá caracterizar a construção que lhe será adjacente a sul, destinada a habitação e comercio, e que irá reconfigurar praticamente toda a frente do quarteirão.
A imagem do edifício, além de idêntica e em absoluta consonância com os restantes edifícios que integram a acção de reestruturação urbana já mencionada, procura uma simplicidade e uma clareza de leitura que seja capaz de proporcionar a neutralidade que se afigura desejável e necessária para esta parte da cidade, já de si tão fragmentada.
Uma neutralidade que, aliás como o próprio Plano de Pormenor sugere e posteriormente o Projecto de Inserção Urbana do Metro parece querer confirmar, se obtém essencialmente a partir da disposição estratégica de novos elementos edificados (poucos) enquanto forma de “regularizar” o conjunto construído e assim reforçar a presença dos vazios, conferindo-lhes uma escala e uma dimensão pública adequados.
Uma imagem que acabará por estender-se a toda esta frente de quarteirão e que irá rematar o jardim público que resulta da inserção urbana do metro.