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Corga
(24 Habitações Unifamiliares)
Águas Santas - Maia
2006 - 2010

A configuração das casas, além de corresponder às relações estabelecidas no loteamento, resulta fundamentalmente de uma escolha tipológica de modo a atenuar a presença e o impacto da sua volumetria. A organização sequencial imposta pela volumetria procura expressar um compromisso entre o conjunto e a repetição da unidade que o configura, assumindo por outro lado a singularidade necessária para “desenhar”a individualidade que sempre deve estar presente numa intervenção deste tipo.
Cada casa resulta do “empilhamento” de três volumes distintos, mas articulados, correspondentes a cada um dos pisos: o primeiro, que está parcialmente enterrado e mostrando apenas o lado voltado para a frente do lote, destina-se a garagem e arrumos; o segundo volume, configura uma base estável, visualmente apoiada e corresponde às áreas comuns (sala e cozinha), numa relação com o exterior aberta e clara - a sala comum estende-se e prolonga-se para o logradouro enquanto que a cozinha se abre para uma varanda exterior; o terceiro volume (zona de quartos), apoiado sobre o anterior, “avança” sobre o mesmo em consola traduzindo assim a ideia de leveza estrutural – é um volume mais compacto e escultórico, maciço, em que as aberturas são estrategicamente direccionadas na procura de relações mais estreitas e precisas.
Os materiais utilizados (granito, reboco pintado de branco e alumínio) e a sua combinação procuram não só tornar explícito o escalonamento já referido, mas também afirmar o modo como o edifício (cada unidade) se quer integrar no conjunto, até nele se reconhecer.