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Casa da Marina
Quinta da Barca

Esposende
1995 - 2001

Este segundo projecto de um grupo de casas localizado no mesmo empreendimento resulta essencialmente da opção por um tipo de ocupação distinto do inicialmente previsto no loteamento.
Neste sentido, pode afirmar-se que o redesenho desta parcela do conjunto tem como objectivo fundamental o “apagamento” físico das construções nela contidos, como modo de acentuar a dinâmica da composição que dá corpo ao empreendimento.
A opção por materiais diferentes dos utilizados nos restantes edifícios insere-se nesta lógica de ordenamento procurando, simultaneamente, uma aproximação entre a identidade da própria construção e o solo que lhe serve de suporte.
Trata-se pois de definir um “recinto” de escala apropriada ao habitar, sem esquecer que esse recinto / lote se inscreve num território também ele definido como um recinto – a própria Quinta.
As casas organizam-se num só piso e associam-se perpendicularmente ao longo do arruamento que lhes dá acesso. O percurso de entrada estabelece-se a partir desse arruamento como modo de definir uma sequência alternada na associação das várias unidades que constituem cada um dos dois conjuntos – um ritmo que permite identificar a individualidade da própria unidade.
Esta estratégia de composição permite a configuração de um pátio interior onde se localiza a verdadeira entrada da habitação. É a partir deste pátio que os compartimentos se organizam sequencialmente numa relação espacial imediata com outro pátio, mais amplo, localizado no lado oposto ao percurso de acesso.
O recinto enquanto expressão da casa apresenta uma dupla face: no exterior, a sua superfície em xisto, revela-o mais denso e fortemente enraizado no solo; no interior, a sua superfície rebocada de branco, mostra-o mais homogéneo e mais luminoso.
Por fora, a casa é um volume compacto, aparentemente intransponível, quase nada revelando do seu espaço interno. Por dentro, espaço interior e espaço exterior fundem-se num só corpo.
Depois há apenas e só a luz ...