[en] [es] [pt]

lista projectos

<< >>

 

 

 

lista projectos

<< >>

 
 

Edifício de Água Santas
Habitação Colectiva

Maia
1998 - 2002

O volume proposto ao respeitar na essencialidade da sua forma os alinhamentos estabelecidos não quer afirmar outra coisa que não seja o “reforço” da malha urbana em que se insere – quer nela participar, dela recolhendo os argumentos de que necessita para o seu próprio desenho.
A tensão que caracteriza o lugar que ocupa é a razão de ser do seu acontecer -  a aparente tranquilidade da sua imagem não representa mais do que a consciência dessa mesma tensão, não a iludindo mas, pelo contrário, assumindo-a como sua.
A procura de sentido que sempre deve acontecer numa composição arquitectónica explica a visibilidade que se quer dar à diversidade funcional que inevitavelmente caracteriza um edifício de habitação multifamiliar deste tipo – a sua materialização não deve ignorar essa diversidade, mas pode organizá-la em categorias, propondo uma ordem que defina uma hierarquia, um ritmo e uma sequência.
Assim, o piso inferior (cave) pode ser visto como um pódio “naturalmente” adaptado à pendente do terreno e que serve de suporte aos restantes níveis do edifício.
Os três pisos superiores, integralmente ocupados com habitação, configuram-se num único elemento, numa “caixa” que só aparentemente é independente da base (cave) que a suporta e que se expressa de um modo mais aberto e mais transparente, deixando pressentir através da simplicidade da sua geometria a complexidade que contém.
O rigor colocado no desenho destas duas unidades de composição não representa mais do que um esforço de precisão no modo de as articular dentro de um corpo único, coeso e inteligível.